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NARRATIVAS DE MULHERES PRESAS EM NOVA SESSÃO DO CINECLUBE AFOXÉ


Cartaz


Capa de Facebook


No mês de maio o Cineclube Afoxé faz sua segunda exibição, dessa vez na Casa Porto das Artes Plásticas, na quinta-feira, dia 17, às 19 horas. O tema da sessão é a situação das mulheres encarceradas no Brasil, abordado pelos documentários “Diários de classe” e “C(elas)”, que serão apresentados conjuntamente. Entre os anos de 2000 e 2016, a população de detentas no país aumentou 698%, chegando a 44.721 presas, de acordo com os dados mais recentes do governo federal. Essa população é majoritariamente composta por negras e pobres e responde por crimes relacionados ao tráfico de drogas..

“Diários de classe” é uma produção baiana que utiliza as salas de aula de alfabetização de adultos para narrar o cotidiano de uma empregada doméstica, uma mãe encarcerada por tráfico de drogas e uma adolescente transexual para resistir a um sistema que insiste em apagar as suas vidas. A direção é de Maria Carolina da Silva e Igor Souza.

“C(elas)” é uma produção capixaba da diretora Gabriela Santos Alves. A produção traz relatos de mulheres que foram presas após cometer crimes em meio aos meses finais da gravidez e narra de uma forma direta a realidade desta vivência no sistema carcerário do estado.

Após a exibição, uma roda de conversa vai debater com a plateia temas suscitados pelos filmes. Com a mediação da diretora do coletivo Afoxé, Marilene Pereira, a roda de conversa contará com a participação da diretora do filme “C(elas)”, Gabriela Alves, da socióloga Munah Malek, da advogada Patrícia Silveira e da militante Valquíria Santos.

O Cineclube Afoxé é um dos projetos contemplados no ano passado pelo Edital de Desenvolvimento e Manutenção do Cineclubismo da Secult. Promovido pelo Coletivo Afoxé, que reúne mulheres negras capixabas, o Cineclube Afoxé exibe, em diferentes espaços públicos ou culturais da região do centro de Vitória, filmes de diretoras ou que tratem das condições de vida das mulheres negras. As sessões ocorrem periodicamente, ao longo de 2018, em praças, escadarias e outros espaços públicos ou culturais, promovendo o debate acerca das temáticas presentes nos filmes e na realidade do Espírito Santo.




SERVIÇO

Data: 17/05/2018

Horário: 19 horas

Local: Casa Porto das Artes Plásticas (Praça Manoel Silvino Monjardim, 66, Centro de Vitória)

Filmes: “Diários de Classe” e “C(elas)”



SOBRE OS FILMES



“Diários de Classe”, de Maria Carolina da Silva e Igor Souza

(Documentário, 76 min, 2017)

Frequentando salas de aula de alfabetização de adultos, uma empregada doméstica, uma mãe encarcerada por tráfico de drogas e uma adolescente transexual resistem a um sistema que insiste em apagar as suas vidas.



“C(elas)”, de Gabriela Santos Alves

(Documentário, 18 minutos, 2017)

Os meses finais da gravidez e os primeiros após o nascimento de um bebê são experiências únicas na vida de uma mulher. E quando esse cotidiano é vivido dentro de uma penitenciária?





SOBRE A RODA DE CONVERSA

Gabriela Santos Alves é Professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), é uma das realizadoras do Cineclube e da Mostra Feministas de Quinta e da Mostra Tereza de Benguela. Dirigiu e roteirizou o curta metragem C(elas).

Munah Malek é socióloga e mestra em História Política. Suas áreas de interesse são: História da escravidão e pós-abolição; História dos negros no Espírito Santo; feminismo decolonial e interseccional; meio urbano. Faz parte do Fórum de Mulheres do ES. Trabalha com pesquisa e é proprietária da Livraria Don Quixote.

Samantha Leal Fraga é advogada, especialista em Direito Penal e Processo Penal.

Valquíria Santos é professora, servidora pública e life coach. Área de atuação: serviço público, ações afirmativas, formações e capacitações em educação para relações raciais para jovens e coletivos.

Marilene Pereira é administradora, docente de educação profissional e produtora cultural. Atuação no Movimento Negro ligado as mulheres negras. Diretora do Coletivo Afoxé, integrante do Núcleo Estadual das Mulheres Negras do Espírito Santo, coordenadora do Núcleo Impulsor da Marcha das Mulheres Negras no ES e integrante do MNU.

MATERNIDADE E NEGRITUDE SÃO TEMAS DE SESSÃO CINECLUBISTA


Cartaz que foi afixado em pontos comerciais no Centro de Vitória

Capa de Facebook 

O espaço da Má Companhia – casa dos grupos de teatro Z e Repertório Artes Cênicas, recebe no sábado, 5 de maio, às 20 horas, a sessão do Cineclube Afoxé, um dos projetos contemplados no ano passado pelo Edital de Desenvolvimento e Manutenção do Cineclubismo da Secult-ES. Promovido pelo Coletivo Afoxé, que reúne mulheres negras capixabas, o Cineclube Afoxé vai exibir, ao longo do ano, em diferentes espaços públicos ou culturais da região do centro de Vitória, filmes de diretoras negras ou que tratem das condições de vida das mulheres negras. O evento tem entrada franca.
Nesta sessão, serão exibidos dois curtas sobre as adversidades encontradas no cotidiano de mulheres e mães negras. Lançado em abril, “Braços Vazios” é uma produção capixaba da realizadora estreante Daiana Rocha. “Deus”, de Vinícius Silva, é um curta-metragem paulistano que, assim como o primeiro, é resultado de trabalho de conclusão de curso em faculdade de audiovisual.
Após a exibição, uma roda de conversa vai debater com a plateia temas suscitados pelo filme, reunindo três nomes femininos atuantes em campos variados: a produtora cultural Mara Pereira, a cineasta, militante e ativista Xis Makeda e a diretora Daiana Rocha, de “Braços Vazios”. A mediação fica por conta de Bárbara Cazé, produtora executiva do Cineclube Afoxé.

O CINECLUBE AFOXÉ

Cineclube itinerante, sua proposta é a ocupação dos territórios de paz para a exibição de filmes relacionados a questões das mulheres, sobretudo das mulheres negras. As sessões ocorrerão ao longo de 2018, em praças, escadarias e outros espaços públicos ou culturais do Centro de Vitória, promovendo o debate acerca das temáticas presentes nos filmes e na realidade do Espírito Santo.


SERVIÇO
Data: 05/05/2018
Horário: 20 horas
Local: Má Companhia (Rua Professor Baltazar 152, Centro de Vitória)




SOBRE OS FILMES


“Braços vazios”, de Daiana Rocha
(Documentário/ficção, 16 min, 2017)
Vera é uma mãe que perdeu seu filho, Carlos, de forma trágica. Ela não consegue se recuperar do trauma e se apega às lembranças numa tentativa de amenizar seu sofrimento. Até que, um dia, ela encontra um bilhete que a obriga a fazer uma escolha.


“Deus”, de Vinícius Silva
(Documentário/ficção, 25 min, 2016)
Acompanhando a rotina de Roseli, o filme visa a expor adversidades impregnadas no dia a dia de mulheres negras da periferia da cidade de São Paulo, que batalham para garantir seu sustento e, especialmente, o de seus filhos.



SOBRE A RODA DE CONVERSA:

Mara Pereira é educadora e pesquisadora, com pesquisas e projetos que envolvem infâncias, relações étnico-raciais, desigualdades sociais, artes visuais, literatura infantil, e mediação cultural. É doutoranda em Educação (UFES) e integra o grupo de pesquisa Infância, Educação, Sociedade e Cultura (IESC-UFES). Mestra em Artes (UERJ), especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil (PUC-RJ), bacharel em Produção Cultural (UFF).

Xis Makeda é historiadora, pesquisadora cultural, coordenadora e vocalista do Grupo Sawabona de Cultura Negra, que realiza projetos voltados para a preservação e valorização do patrimônio cultural material e imaterial negro, e integrante da Organização Produção Crioula. Documentarista estreante com o curta “Canto de mulher quilombola _Território Sapê do Norte” onde retrata a memória e a organização sociocultural das mulheres quilombolas do norte do ES, realizado pelo Grupo Sawabona com apoio da FASE/SAAP e traz sua assinatura no roteiro e direção.

Daiana Rocha é produtora, roteirista e diretora. Estudante de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Espírito Santo. Membra-fundadora do Coletivo Palavra Negra e do primeiro coletivo de Cinema Negro do Espírito Santo, Damballa. Integra o Cineclube Teresa de Benguela e Cineclube Afoxé. É diretora estreante com o curta-metragem “Braços Vazios”.

Bárbara Cazé é educadora e pesquisadora, licenciada em pedagogia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Mestra em Educação (UFES), com pesquisa sobre Cineclube e Escola. É produtora executiva do Cineclube Afoxé.

Convocação do aprovados

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) publicou o resultado final dos Editais 029 - Finalização de Produção de Obras Cinematográficas e Edital 030 – Cineclubismo - Diário Oficial de 23/01/2017.

Os proponentes selecionados no presente Edital, de acordo com o resultado estão convocados a comparecerem à sede da Secretaria de Estado da Cultura – SECULT, à Rua Luiz Gonzalez Alvarado, 51, Enseada do Suá, Vitória, até o dia 02 de fevereiro de 2018 para apresentar os documentos listados no item especificado do Edital e assinar o Termo de Compromisso. Horários de 09h às 12h e 13h às 17h30.

Aprovação do projeto



No dia 14/12/2017 a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) publicou no Diário Oficial o resultado dos editais 029/2017, de Finalização e o 030/2017, de Cineclubismo. O projeto do Cineclube Afoxé apresentado por Bárbara Maia Cerqueira Cazé, integrante do Coletivo Afoxé, foi aprovado com a nota máxima de 100 pontos.

Link da ata da reunião da comissão julgadora e resultado da seleção de projetosdo edital 030 Cineclubismo.

Criação do Cineclube Afoxé

O Cineclube Afoxé é projeto de cineclube proposto pelo Coletivo Afoxé como resultado do diálogo e ações promovidas junto à comunidade do Centro de Vitória, na cidade de Vitória, Espírito Santo. O projeto de criação do Cineclube Afoxé foi submetido e aprovado nos Editais de Cultura da Secretaria de Cultura do Espírito Santo, em 2017.

O Coletivo Afoxé é formado por quatro mulheres negras militantes, a maioria de moradoras do Centro de Vitória; são elas: Bárbara Maia Cerqueira Cazé, Marilene Aparecida Pereira, Rita Sueli Coutinho e Rozilene Aparecida de Sá. O coletivo nasceu em 2012 a partir da necessidade de organizar na região o Congo de São Benedito, atividade representativa da cultura capixaba e afro-brasileira, em parceria com Igreja Católica. Desde então, o Coletivo Afoxé desenvolve um trabalho na comunidade com foco nas potencialidades do território rico de cultura afro-brasileira que é o Centro de Vitória, com a organização de atividades culturais diversas, com ênfase em rodas de congo e samba, além da promoção de espaços para reflexões sobre temáticas com recorte de gênero e raça. É importante destacar que a palavra “afoxé” pode ser traduzida do iorubá como "a fala que faz", portanto, para o Coletivo Afoxé, é a necessidade do “fazer” e “realizar”, do trabalho em prol da comunidade, que move o Coletivo.

No ano de 2017 o Coletivo trabalhou em vários atividades, com ampla participação da comunidade e divulgação nas redes sociais, como: a Congada de Nossa Senhora de Aparecida, na Escadaria da Piedade, em parceria com Igreja Sagrado Coração de Jesus, Congueiros do Centro de Vitória e Mestre Renato Santos, em 12/10/2017; o Sarau Conexões, no Guananní Hostel, em parceria com o Coletivo Palavra Negra, em 05/08/2017; o Arraiá da Sete, na Praça Ubaldo Ramalhete, em parceria com Casa da Stael, em 29/07/2017; o 1º Diálogos Negros: Mulheres em luta, debate com o tema “Impactos da reforma trabalhista e previdenciária nos direitos conquistados na Constituição Federal de 1988”, no Museu Capixaba do Negro/MUCANE, em 29/05/2017; o show Revivendo o Bar Britz, na Praça Ubaldo Ramalhete, em parceria com Moradores do Centro de Vitória, em 14/05/2017; e o show Samba para São Jorge, na Escadaria da Piedade, em 29/04/2017.

O trabalho em parceria com outros coletivos, entidades, centros culturais e estabelecimentos comerciais da região é uma característica do Coletivo Afoxé, pois parte-se da compreensão de que a colaboração potencializa as ações, além de fortalecer a cena cultural do bairro e atrair maior público à atividade. Outra característica das atividades desenvolvidas pelo Coletivo Afoxé é a ocupação do espaço público de modo a ressignificá-lo, retomando o seu sentido original de espaço comum para todos. Retomar o espaço público para entretenimento da comunidade local reforça a convivência entre os moradores de várias gerações e a cultura de paz no bairro.

As sessões do Cineclube Cine Afoxé, cuja proposta aprestamos neste projeto, acontecerão em espaços públicos ou centros culturais localizados na região do Centro de Vitória, na cidade de Vitória, Espírito Santo, como: (1) Escadaria da Piedade, (2) Praça Mário de Oliveira Filho, (3) Casa da Memória no Morro da Piedade, (4) Espaço de Criação Raiz Forte, (5) Má Companhia - Casa dos grupos de teatro Z e Repertório, (6) Núcleo Afro Odomodê e (7) Arquivo Público do Espírito Santo.




O Cine Afoxé tem como objetivo principal:




  • Organizar sessões em diversos espaços na Região do Centro de Vitória, para apreciação de forma coletiva, democrática e de livre acesso a todos, de obras cinematográficas que tenham sido dirigidas por mulheres ou que tenham como temática as questões das mulheres, sobretudo das mulheres negras.




Objetivos específicos:




  • Dar visibilidade à produção cinematográfica como expressão artística que, além de produzir entretenimento, promove formação humana crítica, discutindo as injustiças sociais, principalmente em relação às condições das mulheres, sobretudo das mulheres negras, na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo e no Brasil;
  • Promover a divulgação de obras fílmicas dirigidas por mulheres, principalmente por mulheres negras, procedentes de diversas nacionalidades, contribuindo para a democratização da produção fílmica fora do circuito comercial;
  • Promover o debate acerca das temáticas presentes nos filmes a serem selecionados.
  • Promover a ocupação das ruas e espaços culturais da região do Centro de Vitória e, ainda, convivência qualificada e fomento à cultura de paz nos bairros.